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Dados pessoais


Nome Completo: Edelita Maria Kelm
Nome Artístico:.Lita
Naturalidade: São José dos Pinhais – Pr.
Data de nascimento: 25/05/61
Formação: Autodidata em Artes Plásticas
curso de Decoração, Projeto de Interiores e Fing Shui em 2008 - registro AD7FD4 - Pela D.N.A decoração e design de interiores - Criciúma/SC.

Socia Proprietaria da Visie Indústria e Comércio de móveis ltda - VISIE

Também representante da dupla sertaneja CARLOS PITTY E ALESSANDER em todo Sul do Brasil.

Endereço:BR 158 – Km 525 – Bairro Planalto – Parque Indústrial - Cx P 245 – CEP 85501-570 - Pato Branco - Pr.
- 9972 4334
Fax: (46) 32201158

e-mail
litakelm@hotmail.com
edelita@visiemoveis.com.br
http://www.visiemoveis.com.br/

Formação / Atividades

De grande sensibilidade e talento artístico com ênfase à pintura, desde criança brincava com pincéis, ensaiava traços coloridos, criando formas, figuras espontâneas e descontraídas.




A preocupação em despertar sensibilidades é uma marca forte de sua personalidade. Mais tarde aprendeu técnicas de pintura e elaborava Divina Providência... Puríssimo Coração de Maria, atualmente Colégio Bom Jesus.



Com a Arquiteta Sandra Lazaretti, estudou história da arte e percepção visual. Ao longo de sua trajetória de trabalhos com pintura, estudou e pesquisou em livros e revistas. Visitou museus e exposições. Participou de eventos e recebeu premiações. Sensibilizou-se e despertou sensibilidades. Criou eventos. Viajou pelos países da arte e hoje é um talento ímpar, motivo de orgulho para nossos artistas e nossa Terra.

É representante regional da Associação Paranaense de Pintura Artística – ASPAR . Faz parte do Dicionário de Artistas Plásticos do Paraná.

Foi Secretária de Cultura e Turismo de Palmas Pr. na Gestão do Prefeito João de Oliveira.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

LÁ NO SERTÃO

Lá no Sertão

tela: Edelita Maria Kelm Poesia Carlos Pitty
direitos reservados aos autrores


Lá pra riba de lá! Certamente diria o caipira. E pelas ribas de cá falo eu.
Hoje quero “prosiá” sobre o sertão. Por esses cantos onde o bicho canta, onde tudo se vive na simplicidade e o rio desce ribeira abaixo.
Nestes cantos tem sempre um caipira apaixonado, que depois da lida, troca versos para a cabocla, no ponteio da viola, rimando sertão com coração.
De principio quando se fala em sertão, logo se lembra o nordeste brasileiro, região de clima semi-árido.
Porém, sertão é todo aquele lugar distante da região urbana, onde se vive no campo, na agricultura, na simplicidade ou mesmo com toda a modernidade e tecnologia hoje existente, nem por isso deixa de ser sertão.
O sertão no Brasil, ou seja, a região interiorana, começou por volta do século XVI com o deslocamento da criação do gado no litoral devido as lavouras e plantio da cana de açúcar, seguindo ao interior do país, formando assim, povoados, comunidades e novas cidades interioranas.
E é neste lugar que se aprecia o verde, a natureza e ainda a sanfona e a viola, enfim, a música sertaneja.
Hoje, graças a Deus, podemos dizer que a música sertaneja não é apenas apreciada no campo ou no sertão.
A música sertaneja é interiorana sim, mas também é urbana.
E desse sertão já saíram vários caboclos, caipiras, cantores e compositores, que criaram várias modas de viola, dezenas de canções falando do sertão!
Quem já não ouviu o clássico caipira: “foi lá pro sertão de Goiás” do tema “Chico Mineiro”, ou ainda “luar como este do sertão” com Chitãozinho e Xororó, mas que também já foi gravado por Jair Rodrigues, Zezé di Camargo e Luciano entre outros.O sertão está aqui, está ali.
Tem sertão vazio ferido por golpes fatais, com Tião Carreiro e Paraíso, tem o sertão onde é lindo o “amanhecê” com Tonico e Tinoco. Tem até Deus e eu no sertão com Victor e Léo. “Nunca vi ninguém viver tão feliz como eu no sertão!”Por estes lados tem cabocla Tereza, tem boi Brasino, tem rio Piracicabano, tem luar, tem alvorecer, tem despertar, tem casinha, tem casebre, tem menino, tem berrante, tem ribeira, tem viola, tem violeiro, tem o canto do passarinho, tem porteira, estradinha, tem fogão de lenha, tem amor, tem paixão, sertaneja do sertão. E por esses cantos eu não me canso de “passeá”, onde o caipira vive na alegria, onde para todo o sempre o sertão irá ficar!

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